Projeto
Que delícia é chegar a um novo ano e poder reencontrar os amigos de sempre. Alguns que saíram do grupo fizeram falta, mas a turma foi se recompondo sem eles e com a nova professora (que nem era tão nova assim para metade da turma). Desse jeito, a F2T foi chegando, se adaptando às novidades do ano, aos novos materiais e construindo uma nova identidade.

Todos têm seu lugar e espaço nesse grupo. Muito produtivos e envolvidos, dão conta das tarefas com competência e alegria. Todos participam, opinam, contribuem e, de vez em quando, alguém se levanta da cadeira e dança, e brinca, e fala algo que não tem a ver com o que está acontecendo, como todo grupo de crianças. Nessas horas, são acolhidos na brincadeira e logo, logo voltam para o trabalho.

Em um ano que o Projeto Institucional trata de Cidades, aproveitamos para falar das férias, registrar e pensar um pouco sobre as cidades escolhidas para esse período. O que motivou a escolha de determinados lugares? O que essas cidades têm que a nossa não tem? O que nos faz sair da nossa cidade em um momento de descanso?

Assim, começamos a pensar na nossa cidade, no Rio de Janeiro. Esta cidade maravilhosa onde vivemos, mas que, quando vista e vivida de pertinho, desperta muitos sentimentos antagônicos: emoção pela beleza numa poesia de Tom Jobim, estranhamento ao observar uma imagem aérea de alguns pontos da cidade e nos darmos conta do contraste social, ansiedade pela pressa da rotina do dia a dia, paciência ao enfrentar o trânsito na volta para casa, mas principalmente, um sentimento de pertencimento e de saber falar sobre, já que esta é a NOSSA cidade.

Foi pensando em alguns elementos estruturantes da cidade do Rio de Janeiro que pudemos falar, escrever, desenhar, pesquisar, aprender, cantar, jogar e tecer criticas sobre vários assuntos. As diferentes habitações da nossa cidade, os sistemas de água e esgoto de nossas casas, os meios de transporte que por aqui circulam e seus efeitos no trânsito, o comércio que nos rodeia, os meios de comunicação e educação a que temos acesso, bem como conversar sobre os cuidados que o prefeito da nossa cidade deveria ter.

Este passeio pelo nosso lugar foi a base para podermos viajar no tempo e parar na Europa Medieval e suas cidades tão diferentes da que conhecemos. Tentamos aproximar as crianças daquela época, traçando uma linha do tempo e observando um mapa antigo e um atual, no nosso Atlas. Descobrimos que esse período que íamos começar a estudar havia durado aproximadamente mil anos. O que será que isso significa? Entendemos que isso queria dizer que não daríamos conta de tudo, que nesses mil anos, muitas mudanças haviam ocorrido e que o início da Idade Média tinha uma "cara" e que o final tinha outra. Tentaríamos, então, buscar os elementos que mais encantassem as crianças e que fossem estruturantes de uma cidade medieval, já no final da Idade Média.

Para levar as crianças a esse novo cenário, escolhemos assistir ao filme "Lancelot, o primeiro cavaleiro". Nele pudemos observar como eram as aldeias, as roupas, o castelo, o rei, a cidade dentro da muralha do castelo, os cavaleiros, as crianças, as damas, as batalhas, o papel da igreja e, principalmente, perceber o que movia a humanidade naquele tempo: a conquista de novos territórios. Procuramos deixar claro que, a cada cena vista, estaríamos em contato com a visão de uma época que tinha muitas versões.

Através desse filme e da leitura do livro, "Rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda, de Sir Thomas Malory, fomos nos envolvendo com os elementos medievais e seus costumes e pudemos comparar com o que já havíamos pesquisado sobre a cidade grande de hoje em dia. Quanta diferença! Como conseguiam viver sem geladeira, celular, carro e outros confortos que, hoje, são tão fundamentais? Esse tipo de questionamento rendeu boas histórias em sala de aula.

Outro livro que nos serviu de base de pesquisa foi "Como seria sua vida na Idade Média" de Fiona Macdonald. Nele lemos sobre a vida dos camponeses, dos nobres, das crianças, dos cavaleiros e dos monges. Também conhecemos a vida nas cidades e nos campos, dentro e fora dos castelos. Aprendemos sobre os ofícios e como fazer para ter uma profissão naquela época.

No passeio que fizemos pelo Rio de Janeiro, além de observar o caminho com um olhar diferenciado, visitamos a Catedral Metropolitana do Rio de janeiro e nos encantamos com seus enormes vitrais. Já no Outeiro da Glória, após subir pelo plano inclinado, apreciamos uma linda vista da nossa cidade, daquelas que despertam boas emoções e nos fazem sentir prazer em viver aqui. No interior da igreja, observamos os azulejos que contam histórias da bíblia, costume que começou na Idade Média.

Como produto de todo este aprendizado e estudo, muitos registros no caderno de Projeto. Na Festa Pedagógica, contamos com vitrais feitos pelas crianças, uma releitura bem diferente em 3D da obra de Bruegel, "Jogos Infantis", e duas grandes "skylines", uma do Rio de Janeiro e outra de uma Cidade Medieval que serviram para marcar as duas paisagens tão distintas em inúmeros aspectos.

Para encerrar o projeto da Idade Média, cada criança escolheu um personagem, um ofício daquele tempo e encenaram uma dança medieval ao som da "Opereta Medieval", de Ana Maria Moura. Após a dança, o momento mais marcante, foi quando as crianças viraram estátuas, na sala de aula, ambientada com as luzes dos vitrais e o som da música medieval. Foi muito envolvente e emocionante!

Fechamos o semestre com um delicioso banquete medieval, com direito a muita alegria e animação!

Entremeando todo esse encantamento, mergulhamos a fundo na Matemática. As crianças puderam perceber como ela está tão presente no nosso dia a dia. Números por todo o lado, situações cotidianas que nos fazem pensar sobre o uso natural dos números e as estratégias que usamos para resolver algumas situações, foram bastante discutidas ao longo do semestre.

Assim, com muito empenho, escreveram dados numéricos sobre suas vidas no caderno e recortaram, de jornais e revistas, imagens que nos remetessem à Matemática para encapá-lo. É nele que registramos as novas aprendizagens, as conquistas dos amigos compartilhadas com o grupo, os caminhos e resultados de jogos, estratégias mais econômicas de operação, problemas e desenhos.

Também deixamos registradas nos murais da sala de aula, as informações sobre os números, as boas maneiras de realizar contagens, as diferentes formas de se conseguir dez e tudo mais que ajude a reconhecer uma boa estratégia.

No dia em que iniciamos a leitura do livro "Os Problemas da Família Gorgonzola" de Eva Furnari e conhecemos os integrantes da família, preparamos uma receita especial: Muffin de Gorgonzola. Além dos personagens do livro serem muito divertidos, foi muito gostoso preparar a receita. Dobramos, aliás, triplicamos as quantidades necessárias, usamos todo queijo Gorgonzola que haviam comprado e, assim, pudemos entender o porquê desse nome tão inusitado. Que queijo fedorento! Ao ler cada problema, nos divertíamos com as travessuras de Garrancho, Grudi e Picles, filhos do casal Gorgonzola, que vivem aprontando com seus "monstrinhos" de estimação. A interpretação sobre os textos dos problemas é essencial para encaminhar a melhor estratégia a ser usada para resolvê-los. Socializar e discutir a estratégia usada pelo amigo também é fundamental, pois possibilita pensar sobre maneiras mais simples e econômicas de operar. Aos poucos foram conhecendo diferentes recursos utilizados pelo grupo e percebendo que existem várias formas de resolver um mesmo problema.

Diferentes jogos deram um toque especial a todo o aprendizado do primeiro semestre, propiciando diferentes reflexões sobre o uso e a escrita dos numerais. Jogos com cartas, cartões, dados, palitos tiveram a intenção de favorecer as observações do nosso sistema de numeração. Por seu caráter lúdico, os jogos permitem executar diferentes cálculos de forma mais significativa e contextualizada, num clima descontraído e alegre.

O livro didático e as fichas também foram recursos usados para o trabalho com a matemática. As crianças chegam ao final do semestre mais íntimos dos números. Agora, experimentam diferentes procedimentos e sentem-se mais seguros para elaborar suas estratégias de cálculo.

Chegamos ao fim do período mais crescidos e amadurecidos tendo cada vez mais internalizada a postura de estudante. Como cresceram nossos meninos! Agora o tempo é de descanso, de férias e de aproveitar para conhecer novas cidades por aí.
Tribo
O Grupo
O ano letivo começou com o barulhinho gostoso das vozes das crianças, cheias de alegria, de muitas expectativas e saudade! De início, não tinham clareza do que vivenciariam em nossos encontros. Sendo assim, demonstraram alguma resistência, mas logo, descobriram que podiam se manifestar, trazer assuntos para serem discutidos no grupo, buscar soluções para as dificuldades encontradas, propor coisas... Hoje, administram esse tempo com prazer e, muito tagarelas, não abrem mão dessa oportunidade semanal.

Desejos para o ano de 2010
Aproveitamos o clima do encontro, e demos o nosso pontapé inicial tratando de refletir sobre o que gostaríamos de conquistar neste novo ano. Durante a conversa, olhos brilhavam. Registraram, em papéis, desejos, compromissos e intenções, que foram guardados em um envelope que só será aberto no nosso último encontro do ano, quando iremos confirmar ou não, o que cada um foi capaz de realizar. Mas, todos já sabem que para que isso aconteça é fundamental fazer algum esforço.

O que é a Tribo?
A Tribo é um momento especial na rotina da escola, um encontro onde cada qual exercita a sua cidadania. Todos os dias nossas crianças agem, espontaneamente, de uma forma, relacionada a esse exercício, porém sem essa consciência. Praticam seus deveres e direitos, buscam ser solidários, generosos, responsáveis e participam da vida coletiva. Sendo assim, vimos as regras de convivência que fazem parte da proposta pedagógica da escola.

Como devemos nos relacionar com os colegas, com os adultos? O que é disciplina, limites? Quais são os nossos compromissos de estudantes? Como resolver problemas? A quem pedir ajuda? Estes foram alguns dos assuntos que mais mobilizaram as crianças, na busca de uma convivência harmônica e amigável no espaço escolar. Percebemos que todos se esforçam, diariamente, dentro de suas capacidades e maturidade.

Assistimos ao vídeo "Falando em Convivência", uma produção caseira, feita por ex alunos. Nesse momento o silêncio invade a sala. Diante das imagens se veem, se projetam e tomam consciência de que as regras existem para que possamos viver bem, em coletividade.

Campanha do Embarque e Desembarque Escolar
Concordar sobre a necessidade de respeitar algumas regras é fácil, mas praticá-las... Pensando que seria uma boa oportunidade de aprendizagem, para quem está estudando formas positivas de intervir e se relacionar com a cidade, levamos para a Tribo a matéria "Embarque e Desembarque Escolar", publicada no Informe. As crianças leram e conversaram sobre a publicação. Mobilizadas com a questão, buscaram soluções, na medida de suas possibilidades, para nos ajudar a modificar alguns hábitos em prol da coletividade . Então, criaram cartazes e murais com frases, slogans e desenhos. Assim, ganharam consciência e participaram da necessidade de sermos agentes de transformação desse problema.

Conversas de Tribo
A amizade é um tema recorrente, e não é raro precisarmos ajudar as crianças a resolver alguns conflitos. Buscar no grupo opiniões diferentes quase sempre tem sido a melhor forma para conseguirem flexibilizar seus pontos de vista. É bonito vê-los argumentando e encontrando soluções para os problemas de relacionamentos que, eventualmente, encontram.

A leitura do livro, Todo Mundo Tem Amigo, de Anna Claudia Ramos e Ana Raquel, foi apreciada pela turma e ajudou a entender que amigos todos temos, cada qual para uma hora, um momento, um lugar especial. É preciso, porém, cultivá-los, respeitando os seus diferentes gostos e jeitos de ser.

Todo mundo tem medo!
De morrer, cair das alturas, de sofrer um acidente, de se perder, de ladrão, escuridão, de alguns bichos, de bronca do pai, da mãe, da professora, de ir ao cinema, de monstro, de bruxa, e até, de palhaço!

Em uma de nossas tribos, um aluno expressou a vontade de conversarem sobre os medos que as crianças têm. Com a concordância de todos, deram início a essa curiosa descoberta. Munidos de papéis, lápis e muita coragem, envolvidos por um clima misto de desejo de revelação e alguma vergonha, desenharam, escreveram, compartilharam esse sentimento tão complexo e assustador que povoa o imaginário infantil.

Medo de Quê?, de Flávia Côrtes, foi um dos livros, da Literatura Infantil, utilizado para sensibilizar as crianças para a questão.

O que descobriram sobre o medo? Que têm medo das coisas que não conhecem, têm medo porque não querem perder as coisas boas que possuem, porque gostam de viver, porque não querem perder amigos, família.... Enfim, que todo mundo tem algum medo, Mas que medo é coisa que passa! Hoje, mais íntimos, se ajudam, se apoiam e se fortalecem.

O relaxamento, um momento esperado
Em nossos encontros nunca deixamos de olhar para dentro de nós mesmos. Esse momento é esperado e apreciado pela maior parte das crianças. De olhos fechados, procurando no silêncio relaxar o corpo e os pensamentos, buscam o autocontrole, imagens, ouvem o batimento cardíaco, observam a temperatura, respiram e se revigoram. Hoje, mais maduros já tiram proveito dessa experiência, desse contato prazeroso consigo mesmo e com o próprio corpo, e buscam compreender o que acontece dentro dele.

Semestre que vem, daremos continuidade a este processo. Novas conversas e aprendizados são esperados.
Inglês
Como são competentes essas crianças! Muito antenados e curiosos, não há assunto, tema ou conteúdo que não seja rapidamente explorado por essa turma.

A grande novidade deste ano é o registro escrito no caderno e nas fichas. E como eles estavam ansiosos por esse momento!

Para incrementar as novas descobertas, usamos vários jogos como Bingo, Forca, Jogo da Memória entre outros que mantiveram o foco na escrita e leitura, mas ainda com a ajuda de imagens.

Ao longo do semestre, muito atentas, as crianças observaram e questionaram algumas regularidades e irregularidades da escrita da língua, comparando com a língua portuguesa. Como exemplo conversamos sobre as palavras que terminam em N, ou em dois LL, o uso da letra W, tão rara na língua portuguesa. Essas reflexões foram desdobradas em atividades, com letras móveis, durante as quais eles puderam brincar com as hipóteses que surgiram, e discuti-las no grupo. O computador também foi usado como importante ferramenta na descoberta da escrita. Para o próximo semestre, planejamos explorar ainda mais esse recurso, apresentando jogos com palavras online e através do uso do editor de texto.

Muitas foram as descobertas relacionadas ao projeto da turma. Nomeamos as diferentes partes que constroem um castelo medieval, pesquisamos imagens de castelos no computador, aprendemos a desenhar cavaleiros e armaduras e também os "illuminatis", letras rebuscadas que ilustram os livros e manuscritos daquela época. O envolvimento das crianças com o projeto foi enorme, o que facilitou a ampliação deste para as aula de inglês, tornando as atividades bem significativas.
Música
Começamos o ano, afinando com o tema estudado pelas crianças nas aulas de Projeto e de outras linguagens artísticas: conversamos sobre "Cidades" pelo viés dos sons da cidade. Discutimos a possibilidade de usar esses sons na música, expandindo assim a própria concepção de música. Estas conversas tiveram como estopim a escuta de diferentes fontes sonoras, contendo sons tipicamente urbanos. Uma das fontes escolhidas foi a música "Rua da Passagem (Trânsito)", de Lenine e Arnaldo Antunes, que logo começou a ser cantada pelas crianças. As atividades sobre os sons da cidade não se esgotaram e ainda têm desdobramentos possíveis.

Ainda no início do ano retomamos o estudo do método "O Passo", apresentado às crianças no ano passado. Este estudo é importante nas aulas de Música, pois ele possibilita que as crianças desenvolvam uma maior compreensão de vários elementos musicais o que leva a uma execução musical mais consciente, precisa e prazerosa. "O Passo" também oferece uma boa oportunidade de exercício e aquisição de autonomia nos seus estudos.

Alternamos aulas mais focadas no estudo individual deste método com aulas nas quais as crianças tocaram percussão em grupo, recuperando levadas simples de xote e ciranda. Na medida em que o semestre foi passando e que as crianças iniciaram, em projeto, o estudo sobre a Idade Média, acrescentamos ao nosso repertório uma levada inspirada na música medieval, mais especificamente no período dos trovadores. Para acompanhar essa "levada medieval" cantamos a "Opereta Medieval" apresentada na Festa Pedagógica.

Na volta das férias seguiremos cantando, tocando e estudando "O Passo", buscando enriquecer cada vez mais as práticas musicais da turma.

Para isso, a turma só precisa manter todo seu interesse e dedicação, buscando focar sua energia nas atividades propostas.
Teatro
Iniciamos o ano introduzindo alguns jogos e exercícios teatrais, já que, para alguns alunos, este é o primeiro contato com uma aula de teatro. Em seguida, abordamos o tema Cidades, perguntando: Que lugares vocês gostam de visitar em nossa cidade? Que lugares vocês não gostam? Que outras cidades vocês conhecem? No caminho de casa até a escola por quais lugares vocês passam e quem ocupa esses lugares? Assim, começamos a trazer à tona os personagens da cidade, pessoas que encontramos na rua, que nos são familiares, que fazem parte do dia a dia de uma cidade grande como o Rio de Janeiro- o gari, o guarda de trânsito, o carteiro, o pipoqueiro, o entregador de pizza, o jornaleiro e outros.

Os alunos de F2 aprenderam a criar uma cena teatral a partir de conceitos como: Quem; Onde; O que, explorando os personagens, os lugares e as situações da cidade grande. As crianças eram divididas em pequenos grupos, cada uma escolhia um personagem e o grupo escolhia um lugar onde esses personagens pudessem estar. Desta forma, iniciava-se uma pequena improvisação, na qual os personagens se relacionavam, criando, assim, uma situação teatral. Na tentativa de aperfeiçoar a criação das cenas, os alunos também se familiarizaram com a idéia de que toda história (ou cena teatral) deve ter um início, um meio, e um final. No início, há a apresentação dos personagens: Quem são, onde estão, o que fazem e quais são seus objetivos. O meio é o momento em que aparece o conflito, a problemática, ou seja, aquilo que atrapalha a trajetória dos personagens. O fim é quando os personagens conseguem solucionar o conflito, chegando ao final da encenação. As crianças foram incentivadas a criarem suas próprias histórias de forma coletiva, ou seja, cada aluno cria um pedacinho da cena. Depois, os alunos se divertiram ao elaborar imagens corporais (quadro vivos) que representassem cada um desses momentos da história. Em seguida, fizeram o mesmo exercício utilizando uma peça conhecida, "O Rapto das Cebolinhas", de Maria Clara Machado.

Logo após a Festa Pedagógica e o estudo da Idade Média, iniciamos uma parceria com as aulas de Projeto, usando a lenda do "Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda" para explorar os personagens da cidade medieval.

As crianças da F2 T receberam a visita do ator Leon Goes e da diretora Rosane Svartman, que estão nos últimos preparativos para o início das filmagens de "Tainá 3". Primeiramente, nossos visitantes conversaram com as crianças, contaram um pouco do roteiro do filme e fizeram uma pergunta: "Do que vocês têm medo?" Depois, os alunos tiveram a oportunidade de ver ao vivo o trabalho de Leon, que vai desempenhar o papel de um dos vilões do filme. Em seguida, todos puderam discorrer sobre suas impressões acerca da apresentação de Leon: aquilo que acharam engraçado, ou inesperado e, até mesmo, o que provocou medo. Foi uma experiência e tanto!
Expressão Corporal
As crianças demonstraram muito empenho nas aulas, curiosas e interessadas nas atividades sugeridas. Foi importante relembrar os cuidados necessários com o corpo no espaço da sala. A roda, no início das aulas, concentrava e preparava para a exploração adequada das possibilidades motoras. O aquecimento proporcionava a descoberta de novas habilidades, além da percepção dos limites para situá-los na própria aula, nas regras e na organização do corpo, com uma postura de aprendizado.

Exploramos o universo do Hip Hop, inspirados pelo Tema Institucional. Enquanto contextualizando essa cultura historicamente, apresentamos algumas das suas manifestações por diferentes cidades. Assistimos a vídeos e elencamos alguns passos da dança de rua para compor uma coreografia, que foi sendo incorporada às atividades, acrescida de novos passos a cada aula. Assim, garantimos a oportunidade de trabalhar o ritmo, as possibilidades de divisão da música com movimentos, além da memória coreográfica que foi sendo adquirida pelo grupo.

Propusemos um exercício de apoio dos pés na parede, em deslocamentos, praticando saltos e torções possíveis. Sugerimos algumas manobras e as crianças exploravam outras, experimentando novas habilidades, atentas a seus limites. Falamos do cuidado com o "trânsito" na movimentação coletiva e fizemos uma dinâmica colocando em prática a simultaneidade nos saltos coletivos. Foi um exercício bem aproveitado favorecendo algumas noções de equilíbrio e eixo, além de garantir a diversão das crianças.

Exploramos as possibilidades de movimentos, estimulados por improvisos coletivos, e numa brincadeira circular de "roubar a dança" do amigo. Assim, todos tiveram a oportunidade de experimentar variações possíveis de movimentos, nos níveis baixo, médio e alto.

Da dança de rua, urbana e contemporânea, voltamos no tempo, até a Idade Média, imaginando como seria a movimentação numa cidade medieval. Recriamos a letra da "Opereta Medieval", de Ana Moura, e começamos os ensaios da nossa dança, apresentada na Festa Pedagógica. Em pequenas performances, cada grupo demonstrou muito envolvimento no seu papel, interpretando, através da dança, seu personagem medieval com maestria.

No final do semestre ensaiamos a Ciranda de Tarituba, dos arredores de Paraty, apresentada na Festa Caipira.
Educação Física
Ano de Copa do Mundo na África e as crianças, empolgadas, já queriam saber se teríamos Olimpíada ou Copa na escola. Passado este primeiro momento de ansiedade e com a confirmação de que haveria a Copa da Sá Pereira, todas puderam desfrutar de manhãs e tardes divertidas no Pereirão.

Os jogos de basquete, handebol, queimado, futebol, pique-bandeira, possibilitaram às crianças experimentar e desenvolver as ações motoras de correr, parar, saltar, lançar, quicar, chutar, testar equilíbrio e mudanças de direção, resultando em maior coordenação e noção de tempo, melhor locomoção pelo espaço e diferentes possibilidades de movimento. As competições por equipes contribuíram, ainda, para reforçar o trabalho em grupo.

Estas atividades colocaram à prova as emoções dos meninos e meninas abrindo espaço para reivindicações e exposição de sentimentos de alegria e tristeza com as vitórias e derrotas. Também através delas pudemos exercitar as regras de convivência, o respeito ao outro e às diferenças e a paciência para solucionar problemas.

Nos Pereirões livres, onde as crianças podem escolher que atividade querem fazer, os grupos foram estimulados a por em prática sua capacidade de dividir o espaço, ceder em suas escolhas e chegar a um consenso, aprendizados importantes não só na Educação Física, como na vida fora do universo escolar.

A Copa da Sá Pereira foi um sucesso! As crianças deram um show em campo e fora dele, com animadas torcidas.

Este grupo querido e afetuoso cresceu e mostrou-se ainda mais atento às regras dos jogos que, aos poucos, vão se tornando mais complexas. Sempre disponíveis para jogar e participar das atividades, organizam rapidamente os times para que a brincadeira logo possa começar.

Encerramos o semestre com o nosso Pereirão Junino, onde realizamos brincadeiras desta festa tradicional, adaptadas em forma de competições por equipes, reforçando a importância do trabalho coletivo. Viva Santo Antônio, São Pedro e São João!