Projeto
Começamos o ano, relembrando os lugares onde passamos as férias. As novidades e as fotos dos passeios foram nos permitindo, juntamente com as conversas, retomar as relações de amizade e nosso "código" de convivência.

Todos muito contentes com o novo espaço da escola! O entusiasmo era grande em correr pelo pátio, frequentar a nova Biblioteca e a sala de Música. Assim, com toda essa alegria, iniciamos nossas atividades com as crianças cada vez mais íntimas e à vontade para expor suas opiniões e fazer reivindicações aos professores. As produções coletivas vêm acontecendo de forma harmônica, porém com muitas polêmicas saudáveis, em torno das idéias que todos querem compartilhar com os amigos.

Com o material trazido pelas crianças sobre as férias, lançamos os primeiros passos para os estudos do nosso projeto "Das Aldeias às Grandes Metrópoles".

Analisamos e comparamos as paisagens, concentrando a atenção onde havia predominância de ambientes naturais ou com interferência do homem. A partir dessas discussões vieram as primeiras sugestões para o bojo de nossos estudos. "Paisagens do Mundo" passou a ser o nome do projeto e as pesquisas seriam sobre ambientes rurais e urbanos.

Nossos estudos provocavam grandes discussões sobre o que seria uma cidade. O que faz de um lugar uma cidade? Será que esta denominação serviria somente para uma localidade urbana, ou poderia também ser usada para um ambiente rural? Os dois ambientes poderiam estar próximos? Poderiam se fundir e formar uma cidade urbana mergulhada num ambiente natural?

Para elucidar e confirmar nossas hipóteses, usamos muitas imagens de livros, internet, revistas e outros meios, que traziam características de diferentes lugares, como: modo de vida dos moradores, profissões, moradias, modelos de escolas, comidas e muitos outros detalhes. Aos poucos, as crianças foram adquirindo argumentos para avançar na busca das informações necessárias.

Ao longo das reflexões, perceberam o quanto o homem transforma os ambientes, assim como a natureza, também age modificando os espaços terrestres.

As enchentes que ocorreram em nossa cidade passaram a ser objeto de estudo em sala de aula. As notícias veiculadas na mídia eram selecionadas e nos serviram de material para leitura e análise de textos jornalísticos. Os depoimentos das crianças passaram a ter uma grande importância para a construção de novos escritos e para a reflexão sobre a responsabilidade de todos nós cidadãos, em relação à preservação dos ambientes em que vivemos.

Com o foco voltado para nossa cidade, escolhemos fazer um passeio que nos desse uma visão panorâmica do espaço urbano que ocupamos. O roteiro foi minuciosamente estudado, para que pudéssemos apreciar áreas com matas preservadas e importantes interferências do homem na formação da Cidade Maravilhosa. Para tanto, optamos por um trajeto que atravessasse a Ponte Rio Niterói, homenageando uma das mais ousadas obras de engenharia de nossa cidade. Do outro lado da ponte poderíamos observar melhor os contornos do Rio e vislumbrar como teriam sido as primeiras impressões dos portugueses que aqui aportaram no século XVI.

Voltamos apreciando a mesma viagem, só que, desta vez, pelo mar. Desembarcamos na Praça XV, onde visitamos o Chafariz do Mestre Valentim, o Paço Imperial, o prédio que ainda guarda uma parte da construção do Arco do Telles. Observamos, ainda, as imediações da praça, que conta a história dos primórdios do Rio de Janeiro. Retornamos à escola com muito material para investigar. Iniciamos os registros arriscando o desenho do percurso que fizemos, marcando pontos importantes da nossa cidade, pelos quais passamos.

Fomos buscar as imagens criadas pelo IPHAN, que retratam a evolução urbana da região da Praça XV, de 1650 até 2002. Essas pranchas provocaram muita curiosidade nas crianças. A partir delas, fomos pesquisar como viviam as pessoas, naquela época, numa cidade sem eletricidade, tendo como principal meio de locomoção o cavalo, sem água encanada, sem esgoto e outros confortos da vida moderna. E, principalmente, buscar respostas para a indagação: de como seria a vida nesse lugar em que a população era constituída, em sua maioria, de escravos e índios.

Trouxemos textos e imagens que nos mostravam essa história e também, objetos, como, tacho de cozinhar, panelas de barro, apetrechos usados em montaria, dentre outros, que, ainda hoje, são usados nas regiões mais rurais. Esta mostra aproximou um pouco nossos pequenos de um tempo histórico de nossa cidade e de uma realidade que permanece atravessando séculos em nossa cultura.

Na sequência desses estudos, o grupo construiu suas próprias pranchas, mostrando as permanências e transformações da Praça, ocorridas até a atualidade. Representaram o viaduto e a via que passa por baixo, hoje com o tráfego impedido, servindo de passagem para os transeuntes, as poucas árvores que restam, prédios, o famoso Chafariz e o desejo de transformá-la numa praça mais acolhedora. Durante essa produção, incrementaram as discussões criando um texto poético, em que exprimiram seu desejo de que a praça evoluísse. Um lugar onde fosse possível brincar livremente, contemplar a natureza, estar com os amigos e usufruir da água que voltaria a jorrar do velho chafariz.

Nesse momento, nos afastamos um pouco dos ambientes urbanos e fomos buscar uma compreensão maior de como seria a vida nas áreas com paisagens rurais. Começamos esse contato com a leitura dos livros, "O Surfista e o Sertanejo" de Ricardo Dreguer e "Cultura da Terra" de Ricardo Azevedo.

Monteiro Lobato com seus mitos, lendas e o dia a dia de uma fazenda, nos permitiu muitos conhecimentos e produções textuais, que falavam sobre como é viver verdadeiramente inserido na natureza, e envolvido com sacis, mulas sem cabeça e muitos outros elementos, ainda presentes no imaginário do caipira brasileiro.

O encantamento com os contos da Região Nordeste, que os livros nos apresentaram, foi nos conduzindo para esse Brasil Nordestino, especificamente para Pernambuco. Nessa viagem as crianças estudaram sobre a vegetação de cactos do sertão, a seca e as enchentes a que esse povo está submetido. Além disto, conheceram a arte do barro de Mestre Vitalino, a música de Luíz Gonzaga, a poesia de Manuel Bandeira e os festejos coloridos, com muito da herança deixada pelos escravos.

A visita à Casa do Pontal foi muito apreciada por todos. Ficaram entusiasmados ao encontrar as obras originais de Vitalino, que morava numa região do sertão pernambucano. Lá começou sua produção artística modelando bonecos para brincar, com as sobras do barro que sua mãe usava para fazer panelas e vender na feira.

Assim como o acervo do museu deslumbrou a todos, a paisagem do lugar onde a casa está instalada causou muitos comentários sobre o quanto era prazeroso estar num lugar que é tão perto da escola, mas ainda guarda sua natureza preservada e a ausência do barulho constante das áreas urbanas. A partir dessa observação, constataram, mais uma vez, o quanto é tênue a linha que divide essas duas realidades.

O Maracatu foi experimentado com muita alegria. Todos muito envolvidos com as histórias do Recife, se apropriaram da dança na primeira aula, e passaram a dançar a coreografia com soltura e entusiasmo.

Nos últimos momentos dos acertos finais do projeto, a curiosidade e a empolgação das crianças se mantinham intactas, como nos primeiros "acordes" das pesquisas.

Em Matemática demos continuidade ao trabalho do ano passado. Iniciamos nossos estudos dando ênfase à compreensão do valor posicional do número. Articulamos jogos em que as crianças teriam que perseguir pistas para descobrir qual era o numeral que se escondia, usando dicas como, par/ímpar; maior que/menor que, e a quantidade de algarismos do numeral.

As estimativas e os arredondamentos estiveram presentes em atividades de jogos e propostas elaboradas no livro didático.

Mantivemos o incentivo ao uso das estratégias pessoais, como meio de resoluções de problemas, porém, aos poucos, fomos sugerindo a substituição da contagem de 1 em 1 ou desenhos, por maneiras mais eficientes, que incluíssem os números como principal elemento para os cálculos necessários, de 10 em 10; 2 em 2;... O ábaco era uma ferramenta aguardada por todos com muita expectativa. Com esse material em mãos, as crianças foram operando com maior abstração, utilizando com mais segurança as ordens e as classes do sistema decimal.

Os problemas continuam presentes de maneira frequente nas aulas de Matemática. O desafio, além de estar focado na análise, interpretação e resolução, também está voltado para a criação feita pelas próprias crianças. Ao término das formulações, fazemos uma troca, para validar a produção que o amigo criou.

Depois que usaram muito as estratégias pessoais e experimentaram as dos amigos, chegou a vez do algoritmo da adição, a famosa "conta armada". Assim que foi apresentada, o grupo se impressionou com a facilidade de operar com a nova estratégia. Perceberam que era apenas aplicar os conhecimentos que já haviam adquirido em relação ao valor posicional do número e utilizar as manobras do ábaco. Rapidamente todos absorveram o mecanismo dessa operação.

Para o próximo semestre, muitos outros desafios estão programados, envolvendo as medidas, o estudo do relógio, sistema monetário e uma deliciosa aventura comercial. Ótimas férias para todos.
Artes
Com o tema "as cidades", escolhemos a arte urbana como foco. Através da internet os alunos apreciaram interferências urbanas que se encontram espalhadas por diversas partes do mundo. A ideia era se questionar: Como elas, particularmente, interferem no dia-a-dia das pessoas que circulam pela cidade, como mudam a relação das pessoas com o espaço e como aparecem e somem, sem que nos demos conta. Conversamos também sobre as diferentes técnicas usadas pelos artistas.

Inspirados nessa proposta, iniciamos um processo de pesquisa na escola, procurando locais que incitassem nossa criatividade. A brincadeira era tal qual a de olhar para as nuvens e pensar com que elas se parecem. Olhar as paredes, escadas, pregos ou buraquinhos que fizessem nossa imaginação trabalhar e os tornassem objetos com funções diferentes. A princípio, começamos fotografando os locais e registrando as ideias. Imprimimos as fotos e desenhamos as ideias por cima delas. Depois de prontas, votamos nas propostas mais interessantes e, a partir daí, discutimos quais seriam os materiais mais adequados para executar os projetos. Tinta acrílica e adesivos coloridos foram os materiais mais próximos aos sprays e stickers que vemos por aí.

A execução e fixação dos trabalhos foi minuciosa e muito divertida, assim como vê-los tomando conta e dando vida a nossa escola. Finalmente, fotografamos os trabalhos prontos e fizemos um jogo, para que os visitantes da Mostra encontrassem todas as intervenções.

Depois da feira, começamos uma proposta individual livre, com o intuito de relaxar e curtir outros materiais. Nas últimas aulas do semestre usamos os lápis pastel na confecção de uma colcha de retalhos de chitão, para enfeitar o casamento e a Festa Junina.
Tribo
O GRUPO
Muito apropriado deste espaço, este grupo sabe ocupá-lo, preenchê-lo e usufruir dos encontros semanais de uma forma muito produtiva. As crianças sabem que assuntos trazer para a Tribo, avaliar o que é importante para o grupo, o que diz respeito a todos enquanto turma e que assuntos são pertinentes para cada um nessa experiência coletiva. O significado de coletivo parece ter um sentido nas nossas conversas. Sabem que este espaço pertence a eles, pois guardam os assuntos durante toda a semana para serem discutidos na roda da Tribo. Momento em que todos se olham, ouvem e ficam à vontade entre seus pares, para acertar e para errar, num clima de respeito e confiança.

Tivemos que nos despedir da querida amiga Marina. Ela foi morar na Holanda. Conhecemos um pouco de sua nova cidade, Amsterdan, e ficamos de manter um contato frequente, contando coisas daqui e conhecendo coisas de lá. O grupo pequeno ficou menor, mas continua igualmente alegre, divertido, movimentado e muito amigo.

AS ATIVIDADES
Desejos
Já é tradição. Registrar num papel qual o seu desejo para este ano na turma: aprendizagens, amizades, descobertas, amadurecimento, passeios, campeonatos e tantos outros. Esse desejo fica bem guardado até a última Tribo do ano. Então, numa roda, cada um relê o seu, acha graça, não entende a letra, descobre que já aconteceu, ou que não é mais seu desejo. Não importa. A ideia é fazer o seu melhor sempre. Mesmo que não se realizem, o importante é manter a motivação para viver por inteiro cada momento, porque sabemos que, no percurso, os desejos podem se transformar e tomar novos rumos.

Este ano, uma novidade: registramos, também, um desejo para a nossa cidade.
A Campanha Embarque e Desembarque da Escola

"Seja solidário consigo mesmo ajudando a todos. Cuide do embarque e do desembarque."
"Seja rápido e pense nos outros, não demore pra sair do carro."
"Brinque, mas fique na escuta do seu nome."...


Estas e muitas outras palavras de ordem, slogans e toques fizeram parte da nossa primeira campanha em prol de uma vida melhor num pedacinho da nossa cidade: a porta da escola, a Rua Capistrano de Abreu e adjacências. Colocamos em prática as nossas reflexões sobre o tema do ano: As Cidades: Das Aldeias às Grandes Metrópoles. Sabemos que o trânsito é um dos problemas da cidade grande. E o Rio de Janeiro também sofre deste mal. Então, porque não cuidar, na nossa medida, cada um fazendo a sua parte, para que a circulação da rua flua livremente, mesmo nos horários de entrada e saída da escola? Foi o que fizemos! E parece que funcionou, pois sentimos uma melhora e uma atenção maior de todos. Mas a maior conquista foi a experiência vivida pelas crianças de participar, agir, opinar, transformar uma situação real da nossa cidade.

As Regras de Convivência
Aos menores elas são apresentadas, aos maiores lembradas. São muito importantes nossas conversas sobre a convivência diária numa turma, dentro do espaço escolar. É um assunto que perpassa todas as Tribos, ao longo do ano. As regras estão escritas, mas acreditamos que elas só são efetivamente assimiladas quando vividas e, então, discutidas. Trata-se de uma conquista gradativa, que acontece com as situações reais do nosso dia a dia, de conflito ou de cuidado com o outro, que aproveitamos para conversar, analisar, discutir, buscar soluções. As crianças, aos poucos, entendem que as regras são dinâmicas, modificam-se com as alterações da escola - novo prédio, novas salas, novas turmas, mais espaço – mudam com o amadurecimento dos alunos, com as trocas, as avaliações, as novidades do mundo moderno que invadem a escola. Mas a sua essência - o cuidado consigo e com o outro - é universal e atemporal.

A Copa
Saber ganhar, saber perder. Como são difíceis essas aprendizagens! Muitos sabem bem o que é espírito esportivo, mas não conseguem colocar em prática esse saber. A emoção de uma derrota no jogo, na brincadeira com o amigo, na defesa de uma ideia, na tarefa, numa atuação teatral é mais forte do que todo seu conhecimento a esse respeito. Optamos por conversar pouco sobre o tema e reservar um espaço para assistir ao filme "Ernesto no país do futebol", de André Queiroz e Thais Bologna. Através da experiência difícil de um menino argentino que mora no Brasil e tem que lidar com a derrota de seu país contra o Brasil numa Copa do Mundo. Com este enredo, o filme fala muito mais do que mil conversas sobre o assunto. A reação das crianças, durante e depois do filme, nos deu a certeza de que a história, tão próxima de suas próprias histórias, tocou cada um na medida certa.

O Relaxamento
O relaxamento não pode faltar. Um breve, porém intenso momento para estar consigo mesmo e perceber a grandeza que existe em cada um: corpo, mente, sentimentos, afetos, sentidos, desejos. Aos poucos, sem pressa, é possível se perceber diferente e, assim, perceber o outro e o contexto – seja ele qual for – com mais equilíbrio e mais possibilidade de agir e de cuidar.
Teatro
Começamos o ano abordando o tema de nosso projeto: Cidades. Cada aluno falou um pouco sobre as cidades que conhece e qual é a principal diferença entre elas. Em seguida, discutimos as principais diferenças entre o campo e a cidade, seus sons, seus cheiros, seus espaços, seus hábitos e costumes. Através de alguns exercícios, as crianças foram motivadas a criar cenas teatrais a partir de estímulos sensoriais, olfato, audição, tato, visão e paladar, sempre tendo como tema, Cidade x Campo; Centro x Subúrbio.

Utilizamos algumas histórias do livro "NY, A Vida nas Grandes Cidades", do cartunista Will Eisner. Muitos destes quadrinhos revelam contrastes entre a vida rural e a vida nos grandes centros urbanos, principalmente no que diz respeito aos cheiros, sons e espaços. Selecionamos um dos quadrinhos para inspirar a criação da peça, apresentada na Mostra de Artes.

A história, trata de um casal de velhinhos, acostumado a viver num edifício localizado numa rua movimentada do centro da cidade. Os filhos do casal providenciam a mudança dos pais, do centro para o subúrbio, acreditando que ali eles teriam uma vida mais calma e seriam mais felizes. No entanto, o casal de velhinhos não se adapta à vida pacata do subúrbio e decide voltar para o centro.

As crianças fizeram algumas improvisações a partir daí e, assim, criamos o nosso texto. O período de ensaios foi intenso, trabalhoso e até cansativo, às vezes, mas, com certeza, foi muito produtivo e enriquecedor. O processo de decorar o texto, apreender as marcas e criar diferentes personagens, caracterizando os tipos urbanos, tornou-se um grande desafio para os alunos de F3, que, pela primeira vez, apresentaram um espetáculo teatral com texto. Na etapa final dos nossos ensaios, começaram a surgir os objetos, adereços e trilha sonora, que os ajudaram na caracterização dos personagens e na compreensão espacial da cena. Naquele momento, estávamos prontos para o grande dia. O dia, enfim, chegou! Espetáculo pronto, atores na coxia e espectadores na platéia. As crianças, que até então contavam com o auxílio dos professores, estavam ali, sozinhas no palco, contando sua versão da história, atentas, prontas para resolverem qualquer problema que surgisse. Realizaram um belo trabalho coletivo de ajuda, escuta e compromisso com o que havia sido proposto.
Música
Começamos um novo ano e, com isso, um novo foco nas aulas de Música: o estudo da Flauta Doce Soprano. Para apresentar esse instrumento, tivemos uma aula sobre a família das flautas doces, na qual as crianças conheceram e ouviram várias flautas doces (sopranino, soprano, contralto, tenor e baixo). Conversamos, também, sobre a história e forma deste instrumento, sobre a postura, respiração e articulação. Depois desta introdução, nosso estudo começou, pra valer, com a apostila "Escrevendo uma partitura". Esta apostila trouxe informações importantes para as crianças que, junto com a flauta doce, estão aprendendo a ler partituras.

Aos poucos foram trazidas músicas do livro adotado "Vamos tocar flauta doce – 1o volume" de Helle Tirler. Esse livro traz um repertório de músicas folclóricas e infantis, bonito e acessível às crianças; sua utilização é parte fundamental na rotina das aulas. Já tocamos (e cantamos também) várias músicas utilizando as notas executadas na flauta doce com a mão esquerda. No segundo semestre começaremos a utilizar também a mão direita, o que aumentará a quantidade de notas que as crianças poderão tocar, e enriquecerá ainda mais o repertório trabalhado.

Ainda no início do semestre, conversamos sobre os sons da cidade fazendo uma conexão com o tema de estudo das crianças nas aulas de Projeto e das outras linguagens artísticas. Ouvimos diferentes fontes sonoras, contendo sons tipicamente urbanos, e discutimos a possibilidade de usá-los na música, expandindo, assim, a própria concepção desta arte.

Mais recentemente iniciamos, também, alguns exercícios do método "O Passo". Este estudo é importante nas aulas de Música, pois possibilita que as crianças desenvolvam uma maior compreensão de vários elementos musicais o que leva a uma execução musical mais consciente, precisa e prazerosa. "O Passo" também oferece uma boa oportunidade de exercício e aquisição de autonomia nos seus estudos.

Na volta das férias continuaremos tocando flauta e estudaremos mais "O Passo", buscando enriquecer cada vez mais as práticas musicais da turma.

Para isso, a turma precisará manter seus esforços para aproveitar, ao máximo, nossos encontros, dedicando-se cada vez mais aos estudos de música.
Inglês
Como é bom acompanhar a trajetória destas crianças espertas e percebê-las ainda mais curiosas e interessadas em aprender novidades da língua inglesa. O desafio deste ano é elaborar pequenas frases baseadas em um modelo apresentado. Todos estão muito empenhados, arriscando novas possibilidades e ampliando o uso do vocabulário. Alguns desafios foram propostos como: organização de frases a partir de palavras desordenadas e formulação de frases com ênfase na oralidade.

O uso diário do calendário vem proporcionando um momento inicial nas aulas de rotina: cantamos algumas músicas como "Hello", "Days of the week" e "The months of the year". A preparação do calendário mensal já se tornou uma prática a cada começo de mês. Escrevemos os meses, os dias da semana , marcamos aniversários e datas importantes. E a cada dia marcamos como está o "weather" ( sunny/cloudy/rainy ), explorando "yesterday/today/tomorrow".

Essas canções são pequenas quadrinhas musicadas que, através da repetição, facilitam a memorização deste vocabulário tão específico. Uma delas, sobre os meses do ano, foi usada numa atividade no Pereirão na qual as crianças cantavam e pulavam corda. Um animação! A utilização de quadrinhas rimadas e musicadas é bastante significativa nesta etapa do aprendizado e será uma constante ao longo deste ano.

Ainda pensando na utilização e formalização da escrita destes conceitos, fizemos algumas visitas à sala de informática. Brincamos em sites, onde jogos como Forca, Caça Palavras, Speed Word, entre outros, desafiaram a memória das crianças, além de e estimularem as discussões, a troca de hipóteses e dúvidas sobre essas palavras, tornando-as mais conhecidas.
Expressão Corporal
Começamos o ano relembrando as regras de convivência para nossa organização nas aulas de Expressão Corporal. Aproveitamos as rodas de aquecimento para abordar os cuidados necessários na exploração dos movimentos individuais e em grupo, pelo espaço da sala.

Movidos e inspirados pelo Projeto Institucional, apreciamos vídeos que de alguma forma, apresentavam o corpo em movimento nas cidades. Vale destacar o vídeo do grupo Philobolus, com uma coreografia de sombras, num passeio pela cidade de Nova York. Inspirados pelos bailarinos que criavam incríveis formas coletivas, projetamos uma luz num pano pendurado. Assim, também fizemos nossas próprias criações, num delicioso estudo, experimentando movimentos e as perspectivas das sombras coletivas e individuais, projetadas no salão.

Introduzimos alguns elementos da cultura Hip Hop, apresentando as frentes deste movimento, contextualizando-o e assistindo a vídeos selecionados no Youtube. Abordamos, principalmente, a dança de rua, trazendo como referência o "Break", que significa, literalmente, "quebrar". Procuramos reproduzir, com o corpo, a estética vigorosa, apreciada nos vídeos apresentados. Primeiro, através de improvisos mais livres e, em seguida, através de duas sequências de passos que formaram a base para uma coreografia. A partir desta base, outros movimentos foram sendo incorporados, e nossa sequência foi abrindo a oportunidade de trabalhar o ritmo, as possibilidades de divisão rítmica da música com movimentos, além da memória coreográfica, adquirida pelo grupo.

Um dos exercícios realizados que complementou nossa pesquisa, foi o de pisar na parede com os pés, dando impulsos para saltar de volta ao chão, tentando possíveis torções e viradas de tronco. Foi um exercício bem aproveitado, que favoreceu algumas noções de equilíbrio e eixo. As crianças se envolveram com muito entusiasmo, demonstrando grande interesse e empenho nas aulas.

Da dança de rua fomos para Recife e aprendemos um pouco do Maracatu, que foi apresentado, com muita energia, no Pavilhão de São Cristóvão.
Educação Física
Ano de Copa do Mundo na África e as crianças, empolgadas, já queriam saber se teríamos Olimpíada ou Copa na escola. Passado este primeiro momento de ansiedade e com a confirmação de que haveria a Copa da Sá Pereira, todas puderam desfrutar de manhãs e tardes divertidas no Pereirão.

Os jogos de basquete, handebol, queimado, futebol, pique-bandeira, possibilitaram às crianças experimentar e desenvolver as ações motoras de correr, parar, saltar, lançar, quicar, chutar, testar equilíbrio e mudanças de direção, resultando em maior coordenação e noção de tempo, melhor locomoção pelo espaço e diferentes possibilidades de movimento. As competições por equipes contribuíram, ainda, para reforçar o trabalho em grupo.

Estas atividades colocaram à prova as emoções dos meninos e meninas abrindo espaço para reivindicações e exposição de sentimentos de alegria e tristeza com as vitórias e derrotas. Também através delas pudemos exercitar as regras de convivência, o respeito ao outro e às diferenças e a paciência para solucionar problemas.

Nos Pereirões livres, onde as crianças podem escolher que atividade querem fazer, os grupos foram estimulados a por em prática sua capacidade de dividir o espaço, ceder em suas escolhas e chegar a um consenso, aprendizados importantes não só na Educação Física, como na vida fora do universo escolar.

A Copa da Sá Pereira foi um sucesso! As crianças deram um show em campo e fora dele, com animadas torcidas.

O grupo cresceu e vem desenvolvendo cada vez mais suas habilidades. Já não necessita da interferência constante do professor e, assim, consegue concentrar-se melhor na explicação das regras e, consequentemente, discutí-las.

Encerramos o semestre com o nosso Pereirão Junino, onde realizamos brincadeiras desta festa tradicional, adaptadas em forma de competições por equipes, reforçando a importância do trabalho coletivo. Viva Santo Antônio, São Pedro e São João!