Projeto
A F3TA iniciou o ano letivo de forma bastante agitada e empolgada ao mesmo tempo: felicidade em rever os amigos, curiosidade sobre o Projeto e a nova professora.

Foi preciso dispor de um tempo considerável para alinharmos o ritmo do grupo, que, inicialmente, mostrava-se desatento e pouco receptivo às solicitações feitas, e às propostas de trabalho que demandavam dedicação. Ao fortalecer o vínculo de afeto com a professora, o grupo, aos poucos, pareceu aquietar-se, no sentido de organizar-se mais rapidamente, e parar para escutar a orientação do trabalho.

A F3TA trabalha bem, desde que orientada e exigida, com o máximo de rigor, em todos os sentidos: organização, concentração, zelo. À medida que o grupo percebe os benefícios de seu esforço, e do quanto é capaz de ganhar em qualidade nas suas produções, aumentam o envolvimento e o comprometimento. Aliás, os trabalhos em grupo são muito bem-vindos, porque trata-se de uma turma amiga e mutuamente afetuosa.

O PROJETO
Abordamos o tema "As Cidades" a partir das fotos trazidas dos lugares que visitaram no período das férias. Discutimos sobre suas semelhanças, diferenças, contrastes. Esta atividade foi fundamental para colocar em foco o assunto "paisagens rurais e urbanas", título escolhido para batizar o projeto da turma.

Inicialmente, cada um conceituou "paisagem". Socializamos as respostas, prática frequente, e extremamente válida, pois o grupo aprimora a oralidade e exercita a escuta. Em seguida, trabalhamos a definição conceitual a partir da Geografia. Seguimos investigando e ampliando a discussão para o ambiente urbano. A essa altura estávamos a todo vapor dançando hip hop nas aulas de Expressão Corporal, e mergulhados nas discussões pixação x grafite, além de estar também iniciando o planejamento das intervenções nos espaços da escola.

As animações das histórias em quadrinhos do Chico Bento a que assistimos, "Aqui na roça é diferente" e "Chico Bento no shopping", nos levaram a tecer paralelos entre os dois diferentes tipos de ambientes: urbano e rural. Além disto, nos fez pensar sobre os esteriótipos que podem nos induzir a uma visão unívoca a respeito de quem vive na roça.

Chegou nosso tão esperado passeio: ida a Niterói de ônibus, passando pela ponte, e retornando ao Rio de barca, com o objetivo de apreciar diferentes paisagens, dos mais diversos pontos de vista, (outro assunto abordado com brevidade na leitura do livro "A Montanha Azul", além de refletir sobre as transformações que o homem tem causado na paisagem, ao longo do tempo.

Antes, contudo, fizemos uma preparação: apreciamos as pranchas ilustrativas do IPHAN que retratam as alterações ocorridas na Praça XV, desde seu surgimento. Estudamos, ainda, os elementos de grande valor histórico que lá ainda permanecem. O resultado deste trabalho foram as pranchas retratando a Praça XV, deste ano de 2010 que as crianças produziram e apresentaram na Mostra de Artes, além das atividades registradas no caderno de projetos.

Nas atividades do caderno de projetos que envolveram produção textual, o objetivo foi sempre dar clareza ao texto, buscando atenção à organização das ideias, bem como a preocupação com as regularidades ortográficas, que alunos desta faixa etária já devem dominar. O principal, na escrita, que é o desejo de escrever, as crianças já iniciaram o ano trazendo de sobra. Agora é hora de ajudá-los a lançar mão de recursos que aprimorem seu texto.

A leitura, além do encantamento que provoca em cada um, também oferece subsídios para a escrita como os modelos de estruturas frasais e recursos linguísticos entre outros,. Assim, reiniciamos a prática do "leitor do dia", já conhecida pelas crianças. A cada dia um aluno traz um texto breve para ler em sala. Pode ser de qualquer gênero literário. Em geral, dão preferência aos textos narrativos.

Ao longo do semestre, acabamos naturalmente criando um divisor de águas no nosso projeto: iniciamos falando muito dos aspectos urbanos e logo depois da Mostra de Artes começamos a leitura de "O surfista e o sertanejo", que tanto enriqueceu o Projeto e envolveu as crianças. Deslocaram-se, imaginariamente, deslocaram-as imaginariamente para uma realidade pra lá de real, adentrando o universo rural nordestino com todas as variações a que tiveram direito: de paisagem, de clima, de costumes, de língua, de música, de dança.

Culminamos os trabalhos deste semestre com a Festa Junina, que ilustrou, com todo o colorido possível, a finalização da leitura do livro.
Matemática
Iniciamos o ano na Matemática através de jogos, com a finalidade de investigar a bagagem de conhecimentos trazidos. As crianças mostraram-se bastante interessadas e seguras quando desafiadas.

Trabalhamos, com uma frequência mais intensa, o cálculo mental a partir de agrupamentos. Neste trabalho, procuramos, fundamentalmente, dar mais importância às estratégias de resolução de problemas, bem como ao aprimoramento dos registros. É essencialque o aluno de 3º ano abandone os registros de seu raciocínio através de desenhos e os substitua por números.

Investimos no uso do ábaco para trabalhar com o reconhecimento do Sistema de Numeração Decimal e, também, com as operações de adição e subtração.

O reconhecimento do valor posicional dos algarismos foi outro assunto que mereceu destaque.

Ao final do semestre, iniciamos o algoritmo da adição, que gerou grande euforia.

O próximo semestre promete mais novidades, além de um maior aprofundamento na Matemática.
Tribo
O ano letivo começou com o barulhinho gostoso das vozes das crianças, cheias de alegria, de muitas expectativas e saudade! Souberam acolher com generosidade o Bruno, amigo que chegou este ano na turma. Este grupo tem como característica marcante a grande necessidade e o entusiasmo de se expressar. Gosta de conversar, mas ainda precisa muito da nossa ajuda para se organizar e se fazer ouvir. Pouco a pouco, vem ampliando essas possibilidades e descobrindo o prazer dos momentos de diálogo e troca.

Desejos para o ano de 2010
Aproveitamos o clima do encontro, e demos o nosso pontapé inicial tratando de refletir sobre o que gostaríamos de conquistar neste novo ano. Durante a conversa, olhos brilhavam. Registraram, em papéis, desejos, compromissos e intenções, que foram guardados em um envelope que só será aberto no nosso último encontro do ano, quando iremos confirmar ou não, o que cada um foi capaz de realizar. Mas, todos já sabem que para que isso aconteça é fundamental fazer algum esforço.

O que é a Tribo?
A Tribo é um momento especial na rotina da escola, um encontro onde cada qual exercita a sua cidadania. Todos os dias nossas crianças agem, espontaneamente, de uma forma, relacionada a esse exercício, porém sem essa consciência. Praticam seus deveres e direitos, buscam ser solidários, generosos, responsáveis e participam da vida coletiva. Sendo assim, vimos as regras de convivência que fazem parte da proposta pedagógica da escola.

Como devemos nos relacionar com os colegas, com os adultos? O que é disciplina, limites? Quais são os nossos compromissos de estudantes? Como resolver problemas? A quem pedir ajuda? Estes foram alguns dos assuntos que mais mobilizaram as crianças, na busca de uma convivência harmônica e amigável no espaço escolar. Percebemos que todos se esforçam, diariamente, dentro de suas capacidades e maturidade.

Campanha do Embarque e Desembarque Escolar
Concordar sobre a necessidade de respeitar algumas regras é fácil, mas praticá-las... Pensando que seria uma boa oportunidade de aprendizagem, para quem está estudando formas positivas de intervir e se relacionar com a cidade, levamos para a Tribo a matéria "Embarque e Desembarque Escolar", publicada no Informe. As crianças leram e conversaram sobre a publicação. Mobilizadas com a questão, buscaram soluções, na medida de suas possibilidades, para nos ajudar a modificar alguns hábitos em prol da coletividade . Então, criaram cartazes e murais com frases, slogans e desenhos. Assim, ganharam consciência e participaram da necessidade de sermos agentes de transformação desse problema.

Copa do Mundo
A Copa não podia ficar de fora! Assistimos ao Curta, Ernesto No País do Futebol, de André Queiróz e Thaís Bologna, que conta a história de um menino argentino que veio morar com sua família no Brasil, na cidade de São Paulo, exatamente em um ano de Copa do Mundo . Ernesto encontra, na escola, dificuldade em ser aceito e respeitado pelos colegas. Conversamos sobre amizade e tolerância dentro, e além do campo de futebol, e concluímos que o objetivo número um de um jogo, deve ser a brincadeira, a diversão e a socialização entre as pessoas, independente de etnia, cultura, crença...

Conversamos, ainda, sobre o empenho, o esforço e a responsabilidade dos jogadores diante de tantas expectativas. O que vemos, e conhecemos sobre o futebol, é apenas uma parte dessa história.

O relaxamento, um momento esperado
Em nossos encontros nunca deixamos de olhar para dentro de nós mesmos. Esse momento é esperado e apreciado pela maior parte das crianças. De olhos fechados, procurando no silêncio relaxar o corpo e os pensamentos, buscam o autocontrole, imagens, ouvem o batimento cardíaco, observam a temperatura, respiram e se revigoram. Hoje, mais maduros já tiram proveito dessa experiência, desse contato prazeroso consigo mesmo e com o próprio corpo, e buscam compreender o que acontece dentro dele.

Artes
Com o tema "as cidades", escolhemos a arte urbana como foco. Através da internet os alunos apreciaram interferências urbanas que se encontram espalhadas por diversas partes do mundo. A ideia era se questionar: Como elas, particularmente, interferem no dia-a-dia das pessoas que circulam pela cidade, como mudam a relação das pessoas com o espaço e como aparecem e somem, sem que nos demos conta. Conversamos também sobre as diferentes técnicas usadas pelos artistas.

Inspirados nessa proposta, iniciamos um processo de pesquisa na escola, procurando locais que incitassem nossa criatividade. A brincadeira era tal qual a de olhar para as nuvens e pensar com que elas se parecem. Olhar as paredes, escadas, pregos ou buraquinhos que fizessem nossa imaginação trabalhar e os tornassem objetos com funções diferentes. A princípio, começamos fotografando os locais e registrando as ideias. Imprimimos as fotos e desenhamos as ideias por cima delas. Depois de prontas, votamos nas propostas mais interessantes e, a partir daí, discutimos quais seriam os materiais mais adequados para executar os projetos. Tinta acrílica e adesivos coloridos foram os materiais mais próximos aos sprays e stickers que vemos por aí.

A execução e fixação dos trabalhos foi minuciosa e muito divertida, assim como vê-los tomando conta e dando vida a nossa escola. Finalmente, fotografamos os trabalhos prontos e fizemos um jogo, para que os visitantes da Mostra encontrassem todas as intervenções.

Depois da feira, começamos uma proposta individual livre, com o intuito de relaxar e curtir outros materiais. Nas últimas aulas do semestre usamos os lápis pastel na confecção de uma colcha de retalhos de chitão, para enfeitar o casamento e a Festa Junina.
Inglês
Como é bom acompanhar a trajetória destas crianças espertas e percebê-las ainda mais curiosas e interessadas em aprender novidades da língua inglesa. O desafio deste ano é elaborar pequenas frases baseadas em um modelo apresentado. Todos estão muito empenhados, arriscando novas possibilidades e ampliando o uso do vocabulário. Alguns desafios foram propostos como: organização de frases a partir de palavras desordenadas e formulação de frases com ênfase na oralidade.

O uso diário do calendário vem proporcionando um momento inicial nas aulas de rotina: cantamos algumas músicas como "Hello", "Days of the week" e "The months of the year". A preparação do calendário mensal já se tornou uma prática a cada começo de mês. Escrevemos os meses, os dias da semana , marcamos aniversários e datas importantes. E a cada dia marcamos como está o "weather" ( sunny/cloudy/rainy ), explorando "yesterday/today/tomorrow".

Essas canções são pequenas quadrinhas musicadas que, através da repetição, facilitam a memorização deste vocabulário tão específico. Uma delas, sobre os meses do ano, foi usada numa atividade no Pereirão na qual as crianças cantavam e pulavam corda. Um animação! A utilização de quadrinhas rimadas e musicadas é bastante significativa nesta etapa do aprendizado e será uma constante ao longo deste ano.

Ainda pensando na utilização e formalização da escrita destes conceitos, fizemos algumas visitas à sala de informática. Brincamos em sites, onde jogos como Forca, Caça Palavras, Speed Word, entre outros, desafiaram a memória das crianças, além de e estimularem as discussões, a troca de hipóteses e dúvidas sobre essas palavras, tornando-as mais conhecidas.
Música
Começamos um novo ano e, com isso, um novo foco nas aulas de Música: o estudo da Flauta Doce Soprano. Para apresentar esse instrumento, tivemos uma aula sobre a família das flautas doces, na qual as crianças conheceram e ouviram várias flautas doces (sopranino, soprano, contralto, tenor e baixo). Conversamos, também, sobre a história e forma deste instrumento, sobre a postura, respiração e articulação. Depois desta introdução, nosso estudo começou, pra valer, com a apostila "Escrevendo uma partitura". Esta apostila trouxe informações importantes para as crianças que, junto com a flauta doce, estão aprendendo a ler partituras.

Aos poucos foram trazidas músicas do livro adotado "Vamos tocar flauta doce – 1o volume" de Helle Tirler. Esse livro traz um repertório de músicas folclóricas e infantis, bonito e acessível às crianças; sua utilização é parte fundamental na rotina das aulas. Já tocamos (e cantamos também) várias músicas utilizando as notas executadas na flauta doce com a mão esquerda. No segundo semestre começaremos a utilizar também a mão direita, o que aumentará a quantidade de notas que as crianças poderão tocar, e enriquecerá ainda mais o repertório trabalhado.

Ainda no início do semestre, conversamos sobre os sons da cidade fazendo uma conexão com o tema de estudo das crianças nas aulas de Projeto e das outras linguagens artísticas. Ouvimos diferentes fontes sonoras, contendo sons tipicamente urbanos, e discutimos a possibilidade de usá-los na música, expandindo, assim, a própria concepção desta arte.

Mais recentemente iniciamos, também, alguns exercícios do método "O Passo". Este estudo é importante nas aulas de Música, pois possibilita que as crianças desenvolvam uma maior compreensão de vários elementos musicais o que leva a uma execução musical mais consciente, precisa e prazerosa. "O Passo" também oferece uma boa oportunidade de exercício e aquisição de autonomia nos seus estudos.

Na volta das férias continuaremos tocando flauta e estudaremos mais "O Passo", buscando enriquecer cada vez mais as práticas musicais da turma.

Para isso, a turma precisará manter seus esforços para aproveitar, ao máximo, nossos encontros, focando cada vez melhor sua energia nas atividades propostas.
Teatro
Começamos o ano abordando o tema de nosso projeto: Cidades. Cada aluno falou um pouco sobre as cidades que conhece e qual é a principal diferença entre elas. Em seguida, discutimos as principais diferenças entre o campo e a cidade, seus sons, seus cheiros, seus espaços, seus hábitos e costumes. Através de alguns exercícios, as crianças foram motivadas a criar cenas teatrais a partir de estímulos sensoriais, olfato, audição, tato, visão e paladar, sempre tendo como tema, Cidade x Campo; Centro x Subúrbio.

Utilizamos algumas histórias do livro "NY, A Vida nas Grandes Cidades", do cartunista Will Eisner. Muitos destes quadrinhos revelam contrastes entre a vida rural e a vida nos grandes centros urbanos, principalmente no que diz respeito aos cheiros, sons e espaços. Selecionamos um dos quadrinhos para inspirar a criação da peça, apresentada na Mostra de Artes.

A história, trata de um casal de velhinhos, acostumado a viver num edifício localizado numa rua movimentada do centro da cidade. Os filhos do casal providenciam a mudança dos pais, do centro para o subúrbio, acreditando que ali eles teriam uma vida mais calma e seriam mais felizes. No entanto, o casal de velhinhos não se adapta à vida pacata do subúrbio e decide voltar para o centro.

As crianças fizeram algumas improvisações a partir daí e, assim, criamos o nosso texto. O período de ensaios foi intenso, trabalhoso e até cansativo, às vezes, mas, com certeza, foi muito produtivo e enriquecedor. O processo de decorar o texto, apreender as marcas e criar diferentes personagens, caracterizando os tipos urbanos, tornou-se um grande desafio para os alunos de F3, que, pela primeira vez, apresentaram um espetáculo teatral com texto. Na etapa final dos nossos ensaios, começaram a surgir os objetos, adereços e trilha sonora, que os ajudaram na caracterização dos personagens e na compreensão espacial da cena. Naquele momento, estávamos prontos para o grande dia. O dia, enfim, chegou! Espetáculo pronto, atores na coxia e espectadores na platéia. As crianças, que até então contavam com o auxílio dos professores, estavam ali, sozinhas no palco, contando sua versão da história, atentas, prontas para resolverem qualquer problema que surgisse. Realizaram um belo trabalho coletivo de ajuda, escuta e compromisso com o que havia sido proposto.
Expressão Corporal
Começamos o ano relembrando as regras de convivência para nossa organização nas aulas de Expressão Corporal. Aproveitamos as rodas de aquecimento para abordar os cuidados necessários na exploração dos movimentos individuais e em grupo, pelo espaço da sala.

Movidos e inspirados pelo Projeto Institucional, apreciamos vídeos que de alguma forma, apresentavam o corpo em movimento nas cidades. Vale destacar o vídeo do grupo Philobolus, com uma coreografia de sombras, num passeio pela cidade de Nova York. Inspirados pelos bailarinos que criavam incríveis formas coletivas, projetamos uma luz num pano pendurado. Assim, também fizemos nossas próprias criações, num delicioso estudo, experimentando movimentos e as perspectivas das sombras coletivas e individuais, projetadas no salão.

Introduzimos alguns elementos da cultura Hip Hop, apresentando as frentes deste movimento, contextualizando-o e assistindo a vídeos selecionados no Youtube. Abordamos, principalmente, a dança de rua, trazendo como referência o "Break", que significa, literalmente, "quebrar". Procuramos reproduzir, com o corpo, a estética vigorosa, apreciada nos vídeos apresentados. Primeiro, através de improvisos mais livres e, em seguida, através de duas sequências de passos que formaram a base para uma coreografia. A partir desta base, outros movimentos foram sendo incorporados, e nossa sequência foi abrindo a oportunidade de trabalhar o ritmo, as possibilidades de divisão rítmica da música com movimentos, além da memória coreográfica, adquirida pelo grupo.

Um dos exercícios realizados que complementou nossa pesquisa, foi o de pisar na parede com os pés, dando impulsos para saltar de volta ao chão, tentando possíveis torções e viradas de tronco. Foi um exercício bem aproveitado, que favoreceu algumas noções de equilíbrio e eixo. As crianças se envolveram com muito entusiasmo, demonstrando grande interesse e empenho nas aulas.

Da dança de rua fomos para Recife e aprendemos um pouco do Maracatu, que foi apresentado, com muita energia, no Pavilhão de São Cristóvão.
Educação Física
Ano de Copa do Mundo na África e as crianças, empolgadas, já queriam saber se teríamos Olimpíada ou Copa na escola. Passado este primeiro momento de ansiedade e com a confirmação de que haveria a Copa da Sá Pereira, todas puderam desfrutar de manhãs e tardes divertidas no Pereirão.

Os jogos de basquete, handebol, queimado, futebol, pique-bandeira, possibilitaram às crianças experimentar e desenvolver as ações motoras de correr, parar, saltar, lançar, quicar, chutar, testar equilíbrio e mudanças de direção, resultando em maior coordenação e noção de tempo, melhor locomoção pelo espaço e diferentes possibilidades de movimento. As competições por equipes contribuíram, ainda, para reforçar o trabalho em grupo.

Estas atividades colocaram à prova as emoções dos meninos e meninas abrindo espaço para reivindicações e exposição de sentimentos de alegria e tristeza com as vitórias e derrotas. Também através delas pudemos exercitar as regras de convivência, o respeito ao outro e às diferenças e a paciência para solucionar problemas.

Nos Pereirões livres, onde as crianças podem escolher que atividade querem fazer, os grupos foram estimulados a por em prática sua capacidade de dividir o espaço, ceder em suas escolhas e chegar a um consenso, aprendizados importantes não só na Educação Física, como na vida fora do universo escolar.

A Copa da Sá Pereira foi um sucesso! As crianças deram um show em campo e fora dele, com animadas torcidas.

Este grupo alegre e divertido, mas também tagarela, adora participar das aulas e mostrou-se cada vez mais atento às regras dos jogos e brincadeiras. " Menina não joga bola." "Não sabe, não gosta de futebol". A partir dessas falas, decidimos oferecer diferentes dinâmicas que tiveram como objetivo trabalhar com as questões de gênero. Hoje, é possível notar o cuidado e atenção que os meninos têm com as meninas, convidando e conversando sobre os jogos.

Encerramos o semestre com o nosso Pereirão Junino, onde realizamos brincadeiras desta festa tradicional, adaptadas em forma de competições por equipes, reforçando a importância do trabalho coletivo. Viva Santo Antônio, São Pedro e São João!